sábado, 5 de novembro de 2011

Feijão

Venho até aqui falar de linhas,lacinhos,listras e leveza. Não vou deixar sinais de raciocínio porque ultrapassa qualquer entendimento. Vês? Tens perdido demasiado tempo em querer conceituar o amor.
Conheci um príncipe que me ensinou a sentir, tinha uma rosa nas mãos, um abraço apertado e um olhar que dizia: não entenda, sinta!
E eu obedecia, ficava horas explorando os cinco sentidos...o sexto, o sétimo, o oitavo..todos os sentidos de sentir.
Desejei ter mãos de costureira pra bordar nossa paixão,costurar rendas e enfeitar bordados, pra retribuir á redenção do teu olhar.
Desejei ter mãos de artesã pra modelar vasinhos de barro que guardam a água que mata tua sede, pois acabastes com a aridez do meu ser.
Desejei ter mãos de músico, pra compor a mais linda melodia que arrepiasse teus ouvidos, assim como tua voz arrepia os meus.
Só pude me contentar com as mãos que escrevem, pra redigir com todas as letras uma cartinha que dizia embaralhado, com a letra meio torta, mas com a sinceridade de quem sente e quer ser sentido, que não vou me esquecer de cuidar daquilo que plantarmos juntos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário