sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ensaio

A consciência é um refresco bom, com gelo no final que anestesia o mais azedo pensamento. Quando te tomei pra mim, foi como renascer, sair da escuridão de longos meses, sentir o ar que expandiu meus pulmões, estranhar a luz e chorar porque era o primeiro dia da minha vida.Minha personalidade degrade tomou corpo,agora tinha pernas e braços pra fazer o que a mente querer. Crescer sufocada por outras consciências é quase tão pesado quanto as correntes de um criminoso.Como um elixir da vida, que rejuvenesce e fortifica,tomei o cálice de mim.Eu, tomando a mim, retomando os sabores que inventei, delineando as curvas que gostei, aceitando o azedo que acumulei, entendendo o sozinho de mim.Não havia bebida melhor, do que a própria saliva. Não havia comida melhor, do que a mastigada por meus dentes. Não havia mérito melhor, do que o conquistado pelos próprios braços. Não havia derrota melhor, do que meus vícios corroendo o corpo.
A cegueira cessou e me enxerguei no teu olhar,eu e tu,sozinhos, compartilhando solitude.

Um comentário:

  1. "Vir a ser quem deveríamos ser desde o inicio é o que de melhor há."
    E concordo.

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