quarta-feira, 6 de julho de 2011

Movimento

Selvagem bagunça de fios embalada pela velocidade do ar que dilacera a oitenta quilômetros por hora cada sorriso perdido, boca seca e olhos fechados ao vento.
Perder-se no tempo era a melhor opção...ficar em pé diante do nada,abraçar o vazio e senti-lo completando cada espaço.
Não se pode saber o que vai acontecer.
Os grãos dentro da ampulheta são cada sonho que imaginou ter e que agora se esvai no tempo,no buraco negro da imaginação que é engolido pela realidade.
Cantar diante do nada...pra sentir-se feliz independente do que poderia acontecer.
Cantar porque no nada ninguém vai rir do seu desafinado,caçoar da dança mal ensaiada,do cabelo emaranhado e do par de chinelos.
Ser feliz independente do nada.
Tudo é nada.

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