Ofegante e seca, bebeu dele o suficiente pra enfrentar a vida.
Austero e quente, aquietou-se nela com prazer e esquecimento.
O encontro em si já era a festa. Dois corpos no espaço, testando seus limites, arranhando suas entranhas, sussurrando delicadezas. Perdidos madrugada adentro.
Na escuridão, Capitu tomou Bentinho nos braços e beijou seus lábios. Os bigodes faziam cócegas na pele fina e o céu da boca enunciava outros paraísos.
Na meia luz, Bentinho massageou todo o corpo de Capitu, com as mãos macias e instruídas. Os cabelos estimulavam seu desejo de domínio e triunfo.
A estranheza despertava curiosidades. O corpo dele era território desconhecido que Capitu passeava com os dentes. Queria estudar cada relevo com cuidado, testando as reações de sua exploração. O mordiscar no canto da orelha produzia erupções vulcânicas em pleno planalto.
A intimidade conspirava revolução. O corpo dela era intruso no cotidiano do quarto, levando Bentinho para a guerra. Queria bombardear cada membro com fascínio, estrategiando suas investidas. O ponto fraco era aréola dos seios que rendiam uma boa disputa de prazer.
O tesão alongava os sentidos. O silêncio confundia-se com os gemidos. A voracidade alternava-se com a satisfação.
Ao amanhecer, a paz ressoava no ambiente. Com preguiça, carícias pequenas nos cantinhos e cachinhos encerravam a primeira noite perdida na história.
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