quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
2016
Pensando sobre o final do ano, resolvi que talvez seja necessário registrar algumas reflexões, para que as ideias não fiquem confusas.
Sim, estou terminando 2015 de forma totalmente inesperada para as expectativas do começo... em que sentido? estou solteira. Terminei um namoro de quase 4 anos.
E surpreendentemente, o ano só começou fazer sentido, quando me permiti estar só.
Quando me vi solteira, fiz mais parcerias que antes. Quando me vi sozinha nos sábados, foi quando o inesperado começou a acontecer... os churrascos, os video games, os jogos, os bares.
No começo, o coração apertava pela falta de alguém pra me ouvir e logo já quis enfiar alguém nesse lugar. Mas quem melhor que eu mesma para me ouvir? pra me reinventar?
A angústia não vai embora, eu sei. Mas ela já não ficava aqui antes? Esse vazio não cala, então faço silêncio, para ver se escuto.
Espero que com o tempo, com o ouvido afinado, posso enfim compreender a causa dessa pulsação incessante, que nunca estanca e sempre sangra.
Assim, mais madura e sóbria sobre tudo ao meu redor, que eu possa gozar da felicidade. Não essa felicidade vendida, mas aquela sem compromisso em ser séria. Felicidade que quando a gente se dá conta, já foi. Que ressoa na sonoridade da gargalhada e se perde no espaço.
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